CÓRNEA

DOENÇAS DA CÓRNEA

O QUE É

A Córnea é a camada mais externa do globo ocular e responsável por boa parte da convergência da imagem sobre a retina e tem um papel fundamental na visão.

Situa-se na frente da íris, que em conjunto com o humor aquoso, o cristalino e o vítreo conduzem a luz até a área focal da mácula, onde desse ponto a imagem segue para o cérebro, através do nervo ocular.

A boa visão depende que os meios oculares estejam perfeitamente transparentes. A córnea sadia é a lente mais importante do sistema visual. As doenças que atingem a córnea geram opacidade. No início, a pessoa percebe as imagens meio enfumaçadas e sem brilho. Na medida em que o problema se torna mais grave, a visão fica cada vez mais turva e a pessoa tem dificuldade de identificar a forma dos objetos.

A transparência da córnea pode ser afetada por alterações genéticas, envelhecimento natural, fatores ambientais, maus hábitos como coçar ou esfregar os olhos, alergias, síndrome do olho seco, pressão alta, diabetes, medicamentos, exposição excessiva à luz ultravioleta, sequelas causadas pelo mal uso de lentes de contato, complicações cirúrgicas, traumas oculares, inflamações e infecções, como as causadas pelo herpes simples ou herpes zoster. Os problemas da córnea podem apresentar dor, lacrimejamento, sensibilidade à luz, olhos com manchas de sangue e visão borrada.

  • CERATITES:

As Ceratites classificam-se em duas categorias:

 

Ceratite Superficial caracteriza-se pela morte das células superficiais da córnea, ocasionadas por infecções virais e bacterianas, olhos secos, excesso de luz ultravioleta, irritação ou alergia causada por lentes de contato, por colírios e reação medicamentosa.

Ceratite Ulcerativa é uma inflamação e ulceração da córnea que surge em portadores de doenças do tecido conjuntivo, como a artrite reumatoide. O distúrbio compromete a visão, gera sensibilidade a luz e sensação de corpo estranho no olho. É um sintoma de uma reação autoimune e muito séria. Cerca de 40% das pessoas que manifestam artrite reumatoide e ceratite ulcerativa morrem em dez anos. O tratamento, que suprime o sistema imune, reduz a taxa de mortalidade para 8%.

 

  • CERATOMALACIA

É quando a córnea fica seca e opaca por deficiência nutricional – falta de vitamina A ou de proteínas. Pode ocorrer cegueira noturna, isto é, a pessoa não enxerga direito no escuro. As células da superfície da córnea morrem, podendo surgir infecções e úlceras. As glândulas lacrimais e a conjuntiva também são afetadas. As manchas de Bitot, em formato oval, triangular ou irregular, causadas por concentração de queratina na córnea, é um dos sinais que identifica facilmente a patologia.

 

  • ÚLCERA DE CÓRNEA

A úlcera de córnea ocorre quando existe destruição de tecido corneano, através de uma lesão ou ferida, provocando uma área na córnea sem epitélio (camada externa da córnea). A úlcera pode ser superficial ou, então, afetar as camadas mais profundas da córnea. Na maioria dos casos, as causas para a úlcera de córnea são de origem infeciosa, podendo esta ser provocada por bactérias, vírus, fungos, etc. Algumas infeções como a ceratite e a conjuntivite podem evoluir para úlceras de córnea se não forem tratadas a tempo e corretamente. A úlcera de córnea tem cura, desde que seja diagnosticada e tratada de forma adequada e o quanto antes.

 

  • INFECÇÃO POR HERPES

Tanto o herpes simples quanto o herpes-zoster podem prejudicar muito a córnea. O vírus do herpes simples normalmente não se aprofunda na córnea e desaparece espontaneamente, mas tende a ser recorrente, o que pode causar ulceração, cicatrizes permanentes e até a perda de sensibilidade do olho. Os Antivirais e outras associações medicamentosas são utilizadas no tratamento. Já o herpes-zoster cresce nos nervos e na pele. Se atinge o nervo trigêmeo, acaba chegando ao olho. A córnea infectada pode causar edema, ficar seriamente lesada e surgir cicatrizes. As estruturas atrás da córnea também podem inflamar, ocasionando o aumento da pressão intraocular e até glaucoma permanente.

 

  • DISTROFIA

A Distrofia ou Distrofia Endotelial de Fuchs é uma síndrome hereditária que altera a transparência da córnea. Tem evolução lenta e se manifesta através de depósitos (córnea guttata)  na camada interna da córnea, o endotélio. O primeiro sintoma é um embaçamento visual pela manhã. Com o avanço da doença, o embaçamento demora cada vez mais a passar. É mais comum nas mulheres, atinge os dois olhos (bilateral) e normalmente está associado ao glaucoma de ângulo aberto. O início do tratamento é realizado com colírios. Em casos mais graves, é preciso realizar o transplante de córnea ou do endotélio.

 

 

 

  • CERATOPATIA BOLHOSA

É um aumento de volume ou inchaço na córnea, através da formação de um edema e bolsas cheias de líquido na superfície. Ocorre com maior frequência em idosos ou depois de cirurgia ocular. As bolhas podem romper, causando dor e prejudicando a visão.

 

  • TECIDOS CICATRICIAIS

A formação de tecidos fibrosos e opacos decorrentes de uma série de problemas e doenças, como traumas, inflamações e infecções, pode afetar seriamente a córnea.

 

8) CERATOCONE

 Doença ocular não inflamatória, bilateral e progressiva do olho, que afeta o formato e a espessura corneana, distorcendo e embaçando a visão e deixando a córnea no formato de um cone. Normalmente a doença surge na puberdade e vai avançando até os 40 anos. O principal sintoma do ceratocone é a visão borrada e distorcida para longe e para perto – o astigmatismo galopante, que aumenta de grau com muita frequência. Relata-se ainda diplopia (visão dupla) ou poliopia (muitas imagens de um mesmo objeto), necessidade de apertar os olhos, halos em torno das luzes e fotofobia. Mais informações sobre CERATOCONE, clique aqui

A prevenção é a melhor alternativa, além de uma boa alimentação, exercícios físicos, equipamentos de proteção ocular quando necessário e óculos escuros. Também a higiene adequada das mãos, evitar coçar e esfregar os olhos, limpar corretamente as lentes de contato e usar os colírios no pós-operatórios são atitudes que devem ser sempre respeitadas. Para quem sofre de diabetes e pressão alta é muito importante ter um rígido controle.  Infelizmente uma grande parte dos problemas que atingem a córnea são hereditários e consequência de acidentes inevitáveis.

A clínica Renata Siviero Oftalmologia tem todos os equipamentos para o diagnóstico e o acompanhamento adequado das doenças da córnea em todas fases.

Sempre existe o risco da perda parcial ou total da visão quando as doenças atingem a córnea. O transplante é o último recurso na recuperação da capacidade visual. Graças aos avanços das técnicas de transplante esse processo tem ficado cada vez menos invasivo.

É a cirurgia de reposição da cobertura transparente do olho (córnea) danificada e com perda da transparência. O transplante de córnea é realizado com o paciente em estado consciente e livre de dores (anestesia local). Remove-se a córnea danificada e sutura-se um enxerto corneano no local. As doações de tecidos para o transplante de córnea são feitas por pacientes em estado próximo à morte e mantidas em um “banco de olhos”. Ainda que, na maioria dos casos, os tecidos transplantados corram o risco de ser rejeitados pelo organismo por serem considerados “material estranho”, o suprimento de sangue da córnea, por ser muito limitado, reduz em muito este risco, fazendo com que a maior parte dos transplantes apresente ótimos resultados durante muitos anos.

Recomenda-se o transplante de córnea em caso de:
– infecção, lesão, dano ou marcas por cicatriz graves da córnea;